Marinplatz Munique praça

INTERCÂMBIO NA ALEMANHA AOS 13 ANOS!!! Por Vilma

Era fevereiro de 2010 e meu filho, o Tatá, acabara de completar 13 anos e estava no segundo ano de alemão em sua escola. Como uma segunda língua é obrigatória no currículo escolar ele optou pelo alemão, talvez por eu ser descendente de alemães.

A professora dele veio falar conosco sobre ele passar as férias de verão daqui, que são os meses de julho e agosto, estudando na Alemanha.

Como nós poderíamos imaginar a ideia de deixar nosso filho de 13 anos ir para um país distante, num outro continente, morar com uma família que nós nunca tínhamos visto antes?

Depois de várias reuniões com a professora, fomos nos tranquilizando porque ela fazia este programa há muitos anos e nunca havia ocorrido nenhum incidente. Inclusive, como parte do intercâmbio, o filho da família alemã viria primeiro à nossa casa durante os meses de março e abril.

Aí começaram os preparativos com o preenchimento da papelada! E quanta papelada… Mas valeu a pena, porque acabou sendo uma experiência ótima!!!

Jogando futebol no quintal da nossa casa.

O Max veio para a nossa casa e depois o Tatá foi pra Alemanha. Coincidentemente, o pai do Max veio para os Estados Unidos a trabalho neste período e aproveitou para nos visitar. Assim começou o nosso contato com esta família, que se mantém até hoje!

Quando o Tatá embarcou pra Alemanha já estávamos mais tranquilos, mas não sabíamos como ele iria lidar com a saudade e com o fato de ficar fora de casa tanto tempo!

O pai do Max, o Max, eu e o Tatá aqui na nossa cidade

Foi difícil para mim e meu marido! Conversávamos no Skype em torno de uma vez por semana, pois esperávamos ele nos chamar. Descobrimos mais tarde que ele não nos chamava com mais frequência porque sentia muita saudade e queria se proteger desse sentimento.

Ele amou a comida e a família, talvez porque já conhecia algumas coisas em função da minha família. Também teve contato com os avós do Max pelos quais tem um carinho bem grande! Percebemos isso quando nos encontramos dois anos mais tarde.

Na hora do recreio na escola na Alemanha
Lá assistiu a Copa do Mundo de 2010!

Em 2012 a família do Max veio para os Estados Unidos a passeio, inclusive com seus avós. Fomos encontrá-los em Atlanta, no estado da Georgia.

Passamos um final de semana maravilhoso e visitamos lugares bem interessantes como o Martin Luther King Jr. National Historic Site, o Museu da Coca-Cola e a sede da CNN.

Creio que nós, como pais, nos preocupamos e é nosso direito e dever, mas estas experiências de aprender uma outra língua “in loco” e ser exposto a uma imersão como esta é que faz a diferença. O contato com outra cultura e sua forma de viver acrescentou muito não somente à vida deles, mas à nossa também como pais e coadjuvantes desta experiência.

O Tatá teve  oportunidade de conhecer muitos lugares como a cidade de Bamberg, que foi reconhecida pela UNESCO como patrimônio histórico da humanidade em 1993, por sua arquitetura medieval.

Bamberg, a encantadora cidade medieval!!!
Construções as margens do rio Meno, em Bamberg.
Torre Olímpica - Olympiaturm – Munique
Torre Olímpica – Olympiaturm – Munique
Marienplatz – praça no cento de Munique

Mal sabia ele que 6 anos mais tarde estaria regressando à Alemanha para visitar a família que o hospedou. Se quiser saber sobre o regresso dele à Alemanha pode ver em nossas publicações:

Quando filhos (e netos) criam asas”, na seção do Blog Conexão Família ou no link: http://indoemfrente.com/quando-os-filhos-e-netos-criam-asas-por-vilma/  e “A Beleza da Costa Amalfitana”, na seção Fazendo as Malas ou no link: http://indoemfrente.com/a-beleza-da-costa-amalfitana-la-bellezza-della-costiera-amalfitana-por-tata/

Neste retorno, já na Universidade, ele teve a oportunidade de passar dois meses estudando em Roma. Feliz da vida ele aceitou e a primeira coisa que ele falou foi:

“– Aproveitarei e irei para a Alemanha visitar a família do Max em um dos finais de semana que eu estiver em Roma”.

Algo que ele nos contou recentemente é que quando foi a primeira vez, aos 13 anos, não tinha assimilado muito as diferenças culturais entre os Estados Unidos e a Alemanha.  Agora que retornou com 19 anos esse aspecto se tornou marcante.

Aqui reproduzimos uma foto tirada em 2010 e a outra em 2016,  veja como os menininhos, agora já na Universidade, mudaram…

2010
2016

4 comentários em “INTERCÂMBIO NA ALEMANHA AOS 13 ANOS!!! Por Vilma

  1. Querida Vilma, preciso postar também nossa experiência, pois os sentimentos de preocupação em relação aos filhos, são exatamente os mesmos de todos os pais.
    No nosso caso, houve uma preocupação triplicada, pois surgiu uma cirurgia de EMERGÊNCIA para o nosso filho uns dias antes do embarque São Paulo/Brasil para Durant/Oklahoma.
    Luks estava no 2° ano do ensino médio e pretendia estudar por 6 meses nos EUA.
    A data do embarque se aproximava e nosso filho nos pediu para não cancelarmos o intercâmbio….uma decisão mega difícil para que ele viajasse ainda com o corte da cirurgia sem cicatrização. Quase embarquei junto🤔.
    Mas a família que o receberia já o esperava com muita expectativa e com conhecimento sobre tudo o que se passava com nosso filho.
    O “pai” dele dos EUA tem formação em primeiros socorros e exerce e então, o Luks foi muito bem cuidado em sua recuperação e olha que o controle da cicatrização nos era repassado e para o cirurgião aqui no Brasil, através de fotos. Ocorreu tudo certinho.

    Hoje meu filho é um engenheiro e quase finalizando o mestrado e já retornou 2 vezes para Durant e inclusive, uma das vezes, foi na comemoração de Ação de Graças.

    O contato deles é constante até hoje e provavelmente nesse final de 2017 ele viajará para Oklahoma novamente.

    Incrível essa experiência para ele e muito importante para nós em respeitarmos esse sonho do nosso filho Luks.

    Bjo Vilma e Lilian

    1. Maria Alice, muito obrigado por compartilhar a sua experiência, que foi bem diferente por causa da cirurgia de seu filho.
      É muito importante que nós pais compartilhemos as nossas histórias para poder ajudar outros que estão enfrentando a mesma situação e estão em dúvida sobre o que fazer.
      Lembrando também que pais são sempre pais, em qualquer situação! Seja de sangue ou de coração! Isso é a magia das relações estabelecidas pelo intercâmbio, não é?
      Como você bem disse, “respeitar o sonho do seu filho! ”
      Mesmo sendo muito difícil para nós pais deixar nossos filhos voarem e realizarem seus sonhos, nós também nos alegramos com seu sucesso e nosso papel é apoiá-los e prepará-los para o mundo!
      Obrigado por compartilhar esta linda experiência, Maria Alice!!!
      Um abraço enorme e saudoso,
      Vilma e Lilian

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